Quem fala assim não é gago

12/18/2007

O conhecido José Maria Martins, advogado do Bibi, no processo da Casa Pia, tem um blogue. E em matéria de homossexuais, também tem uma opinião muito clara. Leia-se o post “Paneleiros – Demografia e Orçamento da Segurança Social” e não ficam dúvidas nenhumas sobre o que o senhor pensa da rapaziada que pega de marcha-atrás. E ainda dizem que eu sou extremista!


Atenção: contém cenas eventualmente chocantes!!!

02/26/2007

Uma ode à Gi, de Fernanda Câncio

‘querida gi: Pronto. Passou um ano. Já não me lembro bem das primeiras notícias. Confusas. Havia um homem num poço num prédio abandonado. Um travesti. Um sem abrigo. Um toxicodependente. Um brasileiro. (…) Depois eras prostituta e ex “rainha da noite transgender”, tinhas HIV e hepatite C, foras afinal uma mulher bonita, um sorriso rasgado nos vestidos de star e na cabeleira longa, loira, ruiva, morena. (…) Veio a autópsia e a descrição das queimaduras, dos indícios de violação anal com pedaços de madeira, do teu estado de sida terminal (tinhas fugido de um centro de tratamento onde a Abraço te tinha internado), do facto de teres morrido afogada e “não em consequência das agressões” que te foram inflingidas. (…) E trato-te por querida, Gi, porque me apetece. (…) tu que tinhas vindo de São Paulo para a Europa para cumprir os teus sonhos, tu que tinhas vivido em Paris e encantado plateias e arrebatado corações, tu que eras tu, única e irrepetível. Desculpa, Gi. Não ter havido um milagre. Ou pelo menos uma pietá para te descer da cruz e te segurar na cabeça. Alguém a gritar justiça por ti à porta do tribunal, quando eles saíram e espetaram o dedo, de tão arrependidos. Desculpa tanta desculpa.’

De ir às lágrimas, este texto da jornalista Fernanda Câncio, de que citamos algumas passagens (O texto integral está aqui). O apreço pelo esgoto, pelas mais baixas e degradantes formas de vida, é uma marca registada da f., no blogue Glória Fácil. Mas dislates destes também enchem o espaço que lhe dão, enquanto jornalista do Diário de Notícias. Não admira que o matutino ande com as vendas tão em baixo que o patrão Joaquim Oliveira teve que correr com a direcção toda. Não me lembro é de ver palavras tão emocionadas, vindas da f., sobre crianças violadas ou assassinadas. Pois é.


Hora H: mau demais para ser verdade

02/26/2007

Herman José desilude completamente

No Público de Sábado, Eduardo Cintra Torres chacinou Herman José. Com toda a razão. O seu programa Hora H é um desastre televisivo. As personagens são recicladas, pouco convicentes, sem piada, à excepção da “monga”, onde se vê que Maria Rueff tem tanto talento que nem Herman José o consegue destruir. De uma ponta à outra, a obsessão de Herman com a homossexualidade masculina enjoa até ao vómito. O programa é embaraçoso, confrangedor, sem graça, sem humor e sem chama. Herman José está na fase anal da sua carreira. É só esterco.


Família canadiana: papá, mamã e mamã

01/04/2007

Tribunal de Ontário reconhece criança com duas mães e um pai

Um casal de lésbicas conseguiu que um tribunal de Ontário reconhecesse oficialmente que o “filho” – concebido por inseminação artificial – tinha um pai biológico – o dador de esperma, amigo do “casal” – e duas mães – as referidas senhoras. A decisão destina-se a garantir os direitos de “paternidade” da parceira da mãe, caso esta venha a falecer. Laurel Rothman, responsável da Associação de Assitência às Famílias, de Toronto, afirmou que a decisão judicial “reconhece as mudanças verificadas no modelo familiar canadiano no princípio do século XXI”.