Luís Metelo Martins, um jornalista a sério!

03/20/2007

 Isto não é manipulação

metelo_fotomontagem.gif

(Fotos Lusa) 

Isto é um jornalista

metelo_recorte_editorial_01.gif

Isto não é manipulação 

montag01.gif

(é uma fotomontagem, mas a gente esqueceu-se de avisar os leitores…)

Com os agradecimentos ao Abrupto, que me alertou para a história e ao Público, que noticiou o facto. Ao Luís Metelo Martins, director do jornal Destak, pela sua corajosa posição e pelo seu imortal contributo inovador para o jornalismo mundial, um grande bem-haja! São jovens como você, ó Metelo, que dão esperança a este País!


Hora H: mau demais para ser verdade

02/26/2007

Herman José desilude completamente

No Público de Sábado, Eduardo Cintra Torres chacinou Herman José. Com toda a razão. O seu programa Hora H é um desastre televisivo. As personagens são recicladas, pouco convicentes, sem piada, à excepção da “monga”, onde se vê que Maria Rueff tem tanto talento que nem Herman José o consegue destruir. De uma ponta à outra, a obsessão de Herman com a homossexualidade masculina enjoa até ao vómito. O programa é embaraçoso, confrangedor, sem graça, sem humor e sem chama. Herman José está na fase anal da sua carreira. É só esterco.


Notários, uma raça escolhida

02/08/2007

Auto-propaganda sem limites éticos

A campanha publicitária mais destituída de cérebro pertence à Ordem dos Notários de Portugal. Em páginas inteiras de uma conhecida revista – e julgo que noutros sítios – os notários apresentam-se como uma autêntica raça escolhida, uma classe superior a tudo e a todos, o créme de la créme, a fazer inveja ao conde de Castelo Branco. Frases como “Quando há um notário, não ganha o mais forte. Ganham os dois” ou “Para que serve a liberdade quando não há mais ninguém”, introduzem textos bacocos, onde se explica que o notário é o ser perfeito, o homem sem falhas nem defeitos, o profissional imune à incompetência, à corrupção, ao compadrio, à negligência e sabe Deus a que mais. E ainda por cima, “ao contrário de outras profissões liberais, os preços da intervenção do notário são tabelados”. Aleluia e hosanas! Portugal está salvo! A Ordem dos Notários encarrega-se disso.


Capuchinho Vermelho agredido pela GNR

01/09/2007

História de fadas em Armação de Pêra

Capítulo I

O Acácio, irmão e amigos espancados pela GNR sem qualquer razão

O Acácio foi a uma discoteca, com amigos, em Armação de Pêra. Ia a sair e olhou para trás. Viu o amigo a ser agarrado pelo colarinho por dois GNR, que lhe chamaram “imigrante e disseram que não podia urinar na rua”. O Acácio não gostou da intervenção dos GNR’s, porque “sentiu que havia uma clara motivação racista”. O Acácio, educadamente, disse aos GNR’s que ia apresentar queixa contra eles. Os GNR’s desataram a bater-lhe, sem ele fazer nada. O Acácio foi ao posto da GNR, “na companhia de alguns amigos, exigindo ser atendidos para apresentar queixa”. O Acácio e o irmão conseguiram entrar no posto da GNR, onde foram agredidos e algemados. Os três guardas da GNR que estavam no posto chamaram reforços e chegaram mais cinco guardas. O Acácio foi transportado ao Hospital de Portimão, com o irmão, para receber assistência. O Acácio adormeceu na sala de espera e voltou a ser agredido pelos três GNR’s que o acompanhavam, sem ter feito nada. Presume-se que tenha sido agredido porque adormeceu.

(Fim do primeiro capítulo desta história de fadas, com o qual o Correio da Manhã abre uma notícia intitulada “Irmãos acusam GNR”. Esta primeira parte da história de fadas tem 1.736 caracteres e 29 linhas de texto. Em nenhum momento se levanta qualquer dúvida, ou se coloca qualquer questão relacionada com a óbvia e nítida vertente ficcional do relato do jovem africano, o Acácio).

Capítulo II

O Acácio, o irmão e os amigos tentaram invadir um posto da GNR

Militares da GNR levantaram um auto de contra-ordenação no Beach Bar, em Armação de Pêra, por estar a funcionar fora de horas e sem licença. Um militar chamou a atenção de um indivíduo que estava a urinar em cima de um carro. Vários indivíduos, saídos da discoteca injuriaram os militares. Mais tarde, cerca de uma dezena de indivíduos tentaram forçar a entrada no posto da GNR, onde estavam três guardas. Alguns dos indivíduos pontapearam os militares, arremessarem vasos e pedras para o interior do posto, ferindo-os ligeiramente. Reforços vindos de Lagoa permitiram rechaçar a tentativa de invasão do posto. Dois indivíduos (o “Capuchinho Acácio Vermelho Lourenço” e o irmão, o “Dário Carochinha Lourenço”…) foram detidos e vão responder judicialmente.

(Fim do capítulo II deste conto de fadas, com o qual o Correio da Manhã ocupa a segunda parte da notícia, mas em tamanho mais reduzido: 1.239 caracteres e 21 linhas).

Isto é apenas incompetência? Mau jornalismo? Com duas versões do que ocorreu, o jornal destaca para título a versão dos agressores, menosprezando a versão das autoridades, ao colocá-la em segundo lugar, dando-lhes menos espaço e ao destacar a queixa dos irmãos para título. Porquê? Porque os GNR’s são brancos e o Acácio e o irmão são negros? Porque fica sempre bem apresentar os agentes da autoridade como facínoras loucos que desatam à cacetada aos pobrezinhos dos cidadãos, mal estes abrem a boca? Porque os GNR são sempre racistas? Porque é regra não escrita nas redacções que a Polícia é sempre brutal e violenta e que os supostos criminosos são sempre inocentes? Porque o Correio da Manhã não acredita na versão de OITO AGENTES DA GNR mas engole as patranhas DE DOIS JOVENS? E porque é que o Correio da Manhã coloca uma fotografia do jovem “Capuchinho Acácio Vermelho Lourenço”? Não tirou fotos dos GNR’s agredidos? Não conseguiu? Os GNR’s agredidos não quiseram ser fotografados? Faz sentido, para alguém, o relato dos jovens?