A coragem de dizer não

06/08/2007

Als die Nazis die Kommunisten holten” (1)

Martin Niemoller foi oficial da Marinha alemã e comandou um submarino, durante a I Guerra Mundial. Teve um percurso político que começou na extrema-direita e o levou a participar nas violentas lutas políticas e revoltas que marcaram o período antes do estabelecimento da Repúblida de Weimar, apoiando posteriormente a subida ao poder de Adolf Hitler.

Depois, resolveu estudar teologia e foi ordenado pastor da Igreja Protestante Alemã em 1929. Exerceu o seu ministério na Igreja de Dahlem. No dia 27 de Junho de 1937, no seu habitual sermão, criticou a prisão de oito mebros do clero, detidos pela Gestapo no interior da Igreja de Brethren .

Preso no dia 1 de Julho de 1937 é  condenado a uma pena de prisão de 7 meses por actividades contra o Estado. Foi libertado logo após a setença, por já ter cumprido essa pena em prisão preventiva. A Gestapo deteve-o novamente e enviou-o, sem culpa formada nem julgamento, para os campos de concentração de Sachsenhausen e Dachau, onde esteve detido entre 1938 e 1945, até o campo ser libertado pelas forças aliadas. Embora alguns historiadores coloquem dúvidas sobre isso, é-lhe atribuída a autoria de um famoso poema, “Als die Nazis die Kommunisten holten”, no original, em alemão ( Berltold Brecht é, frequentemente, apondato como autor deste poema, mas isso é falso)

 

Als die Nazis die Kommunisten holten,

habe ich geschwiegen;

ich war ja kein Kommunist.

Als sie die Sozialdemokraten einsperrten,

habe ich geschwiegen;

ich war ja kein Sozialdemokrat.

Als sie die Gewerkschafter holten,

habe ich nicht protestiert;

ich war ja kein Gewerkschafter.

Als sie mich holten,

gab es keinen mehr, der protestieren konnte.

 

Tradução – com algumas liberdades literárias (*):

Quando os Nazis vieram buscar os comunistas,

Nada fiz para os defender,

E assim fiquei, calado.

Quando apanharam os sociais-democratas,

Fingi nada saber

E assim fiquei, parado.

Quando chegou a vez dos sindicalistas

Olhei, sem querer ver

E assim fiquei, assustado.

Quando me vieram prender

Já não havia ninguém a meu lado.

(*) – Tradução e Copyright: Máquina Zero

1 – Dedicado ao meu caro adversário “Teixeira”, na sequência deste seu comentário.


786, um muçulmano chocantemente ignorante…

05/08/2007

…ou a arte de bem dar tiros nos próprios pés, mãos e cabeça

Há vários dias que passo a pente fino os 6,877 comentários colocados nos 1.057 posts deste blogue, para recolher exemplos que utilizarei na apresentação do “Código de Conduta”. Fiz uma pausa nesse trabalho quando deparei com dois espantosos comentários do muçulmano que assina com o nick “786”. No primeiro comentário, 786 manifesta a sua indignação, perguntando como posso eu afirmar “que não existe liberdade de expressão se em países muçulmanos existem minorias cristãs e estes têm o direito a praticar a sua religião”.  

Quando lhe lembrei que eu, católico, estou proibido de entrar na Arábia Saudita com o meu livro sagrado, a Bíblia, 786 desafiou-me a citar essa lei, no seu segundo comentário sobre este tema. E acrescentou que a lei, a existir, “nada tem a ver com a religião islâmica, é uma lei do País”.

Como? Uma lei sobre matéria religiosa, feita e aplicada por um país islâmico, mas que nada tem a ver com o Islão? Isto cheira a jahiliyya 

Bom, mas eu aceito o desafio, não obstante ter o receio de estar a responder a alguém que não será inteiramente imputável.

Vou tentar provar-lhe que a lei existe, que é fundamentada no Islão, que na maioria dos países muçulmanos, os cristão não podem praticar livremente a sua religião e que A SUA AFIRMAÇÃO [“em países muçulmanos existem minorias cristãs e estes têm o direito a praticar a sua religião”] É FALSA QUASE NA TOTALIDADE [admito que na Tunísia os cristãos e até os judeus podem praticar livremente a sua religião, mas não me lembro de outro exemplo…]. E digo que A SUA AFIRMAÇÃO É FALSA QUASE NA TOTALIDADE pelas seguintes razões: 

1 – Na Arábia Saudita, as minorias cristãs [e todas as outras] não têm o direito de praticar livremente a sua religião. Apenas podem fazê-lo “na privacidade das suas casas” [1], como disse publicamente o falecido rei Abdullah;

2 – Na Arábia Saudita não há uma única Igreja ou templo de outra religião e a sua construção é proibida, por se tratar do país onde ficam os locais sagrados do Islão, desempenhando um papel idêntico ao do Vaticano para os cristãos, como salientou o rei Abdullah;2 – Na Arábia Saudita [tal como no Iémen, no Irão, no Sudão, no Afeganistão, na Mauritânia e nas Ilhas Comores] qualquer muçulmano que se converta a outra religião incorre na pena de morte [2];

3 – Na Arábia Saudita [tal como no Iémen, no Irão, no Sudão, no Afeganistão, na Mauritânia e nas Ilhas Comores, Paquistão, Egipto Maldivas e Argélia], qualquer não-muçulmano que tente divulgar a sua religião junto de muçulmanos incorre em pena de prisão ou pena de morte [3];

4 – Na Arábia Saudita [tal como no Qatar] é proibido importar Bíblias ou quaisquer outros livros religiosos que não sejam o Corão, como é salientado em muitas recomendações aos viajantes [nos sites dos Governos da Austrália e Irlanda, apenas para citar alguns exemplos] e nas normas internas que proíbem os tripulantes da British Airways que fazem as rotas para Riad de levarem consigo as suas Bíblias pessoais[4];

5 – Na Arábia Saudita recomenda-se aos não-muçulmanos que não usem crucifixos ao peito ou quaisquer outros símbolos religiosos que possam ser interpretados como tentativas de proselitismo [divulgação da sua própria religião, com o objectivo de atrair e converter praticantes de outras religiões];

6 – Na Arábia Saudita, a detenção arbitrária, perseguição, tortura e execução de “elementos de minorias religiosas […] é uma prática rotineira”, dizem os relatórios da Amnistia Internacional;

7 – Na Arábia Saudita, pessoas são presas apenas por trazerem consigo Bíblias e outras publicações religiosas não-muçulmanas;

8 – Na Arábia Saudita, o simples facto de um residente não-muçulmano se ter enganado no caminho e ter seguido pela estrada em direcção a Medina [zona proibida a não-muçulmanos] foi suficiente para ser condenado à morte;

9 – Na Arábia Saudita, o simples facto de um grupo de estrangeiros cristãos se juntar, numa residência privada, para praticar a sua religião, é motivo suficiente para serem acusados de “práticas religiosas ilegais”, presos e/ou expulsos do país, o que acontece com frequência a muitos trabalhadores filipinos; 

Perante o que foi exposto, podemos tirar uma, das três seguintes conclusões:

a)     A Arábia Saudita é um país muçulmano, e não impede os cristãos de praticar a sua religião [todas as notícias aqui citadas são uma conspiração da CIA e da Mossad, com a ajuda do Máquina Zero, da BBC, da AL-Jazeera, entre outros] para descredibilizar o Islão – incluindo a entrevista do rei Abdullah, publicada no site oficial do Governo da Arábia Saudita;

b)     A Arábia Saudita é um país muçulmano e impede os cristãos [e todas as outras minorias religiosas, incluindo os muçulmanos xiitas] de praticarem livremente a sua religião, tal como acontece na quase totalidade dos restantes países muçulmanos[5];

c)     A Arábia Saudita não é um país muçulmano, porque os cristãos, lá, não têm o direito a praticar livremente a sua religião. Esse direito, como escreve o comentador que assina 786, existe nos países muçulmanos.” Ora se esse direito não existe, o país não pode ser muçulmano.[6]; 

Aguardo que me indique, ó 786, qual destas conclusões é a correcta, na sua opinião… 

Melhores cumprimentos,  

Máquina Zero 

[1] – A comparação que o rei Abdullah faz, entre o Vaticano e a Arábia Saudita [com o devido respeito, por estar a falar de alguém que já faleceu] é falaciosa e manipuladora. O Estado do Vaticano tem uma área correspondente a cerca de 30 campos de futebol [0,4 km2]. Para se ter noção exacta das dimensões, 0,4 km2 corresponde a  um quadrado com 600 metros de lado. Nessa zona, há algumas dezenas de edifícios, todos propriedade da Igreja Católica, habitados por 900 pessoas, todas funcionários do Vaticano. Nem sequer chega a ter a dimensão de um bairro. Não tem fronteiras e qualquer muçulmano lá pode entrar, de Corão na mão e, se for hora da oração, rezar sem ser incomodado; 

[2] – Rendo aqui a minha homenagem ao Sr. Yossuf Adamgy, pela clareza e coragem da sua posição nesta matéria, expressa neste seu post colocado no site da Comunidade Islâmica da Web e que deixo aqui resumida: “Matar uma pessoa devido à sua escolha intelectual contradiz toda a essência dos princípios Islâmicos […] repetidamente enfatizada no Alcorão e pela prática do Profeta Muhammad […] o Alcorão nunca determinou um castigo mundano para os apóstatas […] CASO UM MUÇULMANO PRTENDA MUDAR DE FÉ, PODE FAZÊ-LO […]O problema teve início com a má interpretação de alguns Ahadices […]”. Se o senhor Yossuf Admagy, em vez de viver em Portugal, vivesse na Arábia Saudita, no Iémen, no Irão, no Sudão, no Afeganistão, na Mauritânia, nas Ilhas Comores, no Sudão, no Afeganistão, no Paquistão, no Egipto, nas Maldivas ou na Argélia, corria sérios riscos de vida com estas afirmações. 

[3] – É chocante, saber o que acontece aos muçulmanos que se convertem ao Cristianismo, em países islâmicos como o Afeganistão, no caso de Abdul Rahman, a Malásia [onde as autoridades até separam, à força, uma família, por causa da conversão de um dos seus membros e um cristão-novo quase é obrigado a viver na clandestinidade], o Egipto e o Paquistão [talvez o mais sinistro de todos os estados muçulmanos, no tratamento que dá às minorias religiosas]. Mais chocante se torna ainda, quando vemos a absoluta e total tranquilidade com que os cristãos portugueses que se convertem ao Islão assumem publicamente essa conversão: organizam encontros e até publicam fotografias desses encontros, no site da Comunidade Islâmica da Web. Dão a cara, sem medo nem problemas. Pois. Neste país, há liberdade religiosa. Mais: até publicações católicas dão relevo a notícias sobre essas conversões, numa tocante manifestação de tolerância e ecumenismo. 

[4] – No site do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Arábia Saudita alertava-se os viajantes para o facto de ser proibida a “importação e utilização de […] livros religiosos, a não ser o Corão”. Depois da polémica noticiada relacionada com a British Airways, a referência aos livros religiosos foi apagada. 

[5] A situação dos cristãos que vivem em países maioritariamente muçulmanos é trágica e alvo de frequentes notícias nos media internacionais. Para além dos países já citados [13, até aqui: Arábia Saudita, Irão, Sudão, Afeganistão, Mauritânia, Ilhas Comores, Iémen, Irão, Paquistão, Egipto, Maldivas, Malásia, Argélia e Qatar] também na Nigéria, na Indonésia, na Turquia, na Somália e na Eritreia os cristãos são perseguidos, espancados, mortos, alvos de leis discriminatórias e impedidos de praticar a sua religião livremente. 

[6] A Constituição da Arábia Saudita diz, no seu artº 1º que aquele país “é um Estado […] islâmico com o Islão como religião; […] o Corão […] é a sua Constituição” e, no artº 7º adianta que “O poder do Governo na Arábia Saudita provém do sagrado Corão e dos ensinamentos do Profeta”. Ora, se o 786 diz que nos países islâmicos os cristãos têm liberdade de culto; se o próprio monarca da Arábia Saudita, o falecido rei Abdullah, numa entrevista à televisão americana, reconheceu que não, que os cristãos só podem praticar a sua religião, na Arábia Saudita, “na privacidade de suas casas”, então não há liberdade de culto naquele país. Mas você, ó 786, defende o contrário, ao afirmar que há liberdade de culto nos países muçulmanos. Será que um país islâmico não é a mesma coisa que um país muçulmano? Será que nem todos os países muçulmanos dão liberdade de culto aos cristãos? Será que esta sua afirmação é falsa? Será que quis dizer ‘existe APENAS em ALGUNS países muçulmanos’?


Qual é a largura das portas dos fornos crematórios do campo de concentração de Auschwitz?

04/27/2007

Um debate sobre muçulmanos, neonazis e paranóicos 

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Nota [actualizada em 28.Abr.2007, às 21:15]: neste longo post, faço várias referências a comentários colocados nos fóruns da Comunidade Islâmica da Web [CIW], alojado em “http://www.myciw.org/”. O administrador desse site, sempre que detecta um link a partir do meu blogue, bloqueia-o e activa um script que abre uma janela, avisando que está a ser instalado um vírus no computador de quem tenta aceder ao CIW. A seguir, a ligação é redireccionada para a fotografia de um palhaço. Para permitir aos leitores deste post que consultem o site da CIW e confirmem que as citações que eu faço não estão descontextualizadas e são correctas, assinalei cada uma dessas ligações com um número entre chavetas [x]. A lista de endereços está no fundo desta página. Abram uma nova janela no vosso browser, copiem-nos para a caixa de endereços do vosso browser e assim já podem visitar o site da CIW sem problemas, uma vez que o bloqueio está programado apenas para ligações que partam do meu blogue. Sei que dá um pouco mais de trabalho, mas a culpa não é minha… [para ajudar, acrescentei agora uma lista de links de “free proxies”]

Intrigado com o silêncio que caiu sobre um blogue anti-jihadista [Observatório da Jihad], um membro da Comunidade Islâmica da Web [1], Hamid de seu nickname, teceu algumas considerações sobre o meu estado mental. Escreveu ele que “tempos atrás, brincando com o Google, fui dar com dois blogues que se referiam ao fórum em termos pouco elogiosos, e que aqui divulguei: o ‘Observatório da Jihad, mantido por Sliver, e um tal de ‘Máquina Zero’, mantido por um paranóico.” [2] Lamentando [?] o silêncio do Observatório da Jihad [o autor, Sliver, não posta desde 15 de Fevereiro passado], o veterano Hamid acrescenta: “O paranóico lá continua com o blogue dele – pouco mais lá faz do que divulgar mensagens de carácter racista contra tudo e todos [ciganos, negros, imigrantes, “islâmicos”], a um ritmo desenfreado a última envolve o Soli, e diz assim: ‘Muçulmano Português defende Neonazi. A doença mental é sempre um espectáculo triste de ver.”

Já tive algumas polémicas interessantes [e acutilantes…] com muçulmanos portugueses que regurgitam xenofobia, racismo e ódio ao Ocidente nos fóruns da CIW. Tercei armas [no sentido intelectual do termo, obviamente] com o administrador do site, Eng.º Tayeb Habib e com o Sr. Soli, um muçulmano que ali aconselha “vivamente” os seus apaniguados a navegar anonimamente na Internet, utilizando servidores “proxy” gratuitos, para se ficar “fora da alçada dos serviços de informação dos governos” [3], com um alerta especial: ”os israelitas e os americanos têm vários serviços de ‘proxies’ e devem ter o cuidado de não os usar” [4].

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O Sr. Soli abespinhou-se e perdeu as estribeiras, com alguns comentários meus a esta estranha preocupação de navegar na Internet sem ser detectado pelos serviços secretos americanos e israelitas. Quem não deve, não teme, e quem não usa a Internet para preparar atentados bombistas ou cometer outro tipo de crimes não se preocupa com “proxies” que o tornem invisível aos olhos das autoridades. Bem, mas o Sr. Soli, quiçá influenciado pelo clima de extremismo e violência que grassa nas comunidades muçulmanas por esse mundo fora, reagiu publicando um longo comentário num post meu e despediu-se desta forma simpática: “Não vou mais regressar a não ser que seja objecto de grande provocação. Não vou dar publicidade a blogues nojentos como este. Que escrevam o que queiram. Se distorcerem o que eu escrevo e referirem-se a mim sobre o que escrevo em fóruns privados, reagirei violentamente, porque quem não sente nem é filho de boa gente.”

Interessante também foi a reacção do Eng.º Tayeb Habib, o administrador da Comunidade Islâmica da Web, depois de algumas críticas minhas às conclusões curiosas que ele retirou de duas visitas a outros tantos locais: uma deslocação a Auschwitz e uma ida a um crematório em Portugal. Em Auschwitz, o Eng.º Tayeb Habib tirou as medidas à porta de um forno crematório e concluiu que “aquela porta não era adequada para se matar pessoas lá dentro” [13]. Essa visita deixou no Eng.º Tayeb Habib a convicção de que “os alemães, por mais eficientes que fossem não conseguiriam lá [em Auschwitz…] matar o número de judeus que dizem que foram mortos.” [14]

Em abono da verdade, saliente-se que o Eng.º Tayeb Habib frisa considerar “importante que se digam as verdades históricas e não se deturpem. Os judeus foram alvo de um holocausto. Mas o número que se diz de 6 milhões cada vez mais se prova ser falso. Não é fácil fazer desaparecer um milhão de corpos, quanto mais seis. Em Auschwitz era imprático [sic] matarem-se o número dos judeus que dizem ter morrido lá” [15].  Mas o Eng.º Tayeb Habib visitou ainda um crematório, em Portugal, e ali verificou que os cadáveres incinerados não se transformam em pó [13]. Com base nestas constatações, o Eng.º Tayeb Habib faz questão de deixar ficar bem claro o seguinte: “(…) não estou a negar que talvez tenham morrido tantos milhões de pessoas nas mãos dos nazis. O que digo que não terão da maneira como nos é dito” [13].

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O O Eng.º Tayeb Habib utilizou então os seus conhecimentos profissionais e a sua posição de administrador do site da Comunidade Islâmica da Web para bloquear os acessos à página da CIW provenientes de links colocados no site do Máquina Zero. Quem vier ao meu blogue e clicar num link para muitos dos comentários do site da CIW depara-se com uma mensagem a alertar que foi bloqueado pelo administrador da CIW, surgindo depois um script que dá conta de que está a ser instalado um vírus no seu computador. Feita esta breve introdução, regresso ao tema que justifica o meu post: as referências que o Sr. Hamid faz ao meu estado mental. E às quais respondo numa frase, apenas: antes paranóico que nazi. O Sr. Hamid diz que eu divulgo “mensagens de carácter racista contra tudo e todos [ciganos, negros, imigrantes, “islâmicos”], acrescenta que a última dessas mensagens “envolve o Soli” e reproduz o título do meu post: ‘Muçulmano Português defende Neonazi”.

Portanto, o Sr. Hamid acha que é falso eu afirmar que o Sr. Soli defende um neonazi. Acontece que a pessoa que o Sr. Soli defende – um tal Ernst Zuendel escreveu e publicou livros como The Hitler we Loved and Why (entre muitos outros…).Ora, se quem escreve isto não é um neonazi, eu sou a Branca de Neve.E o Sr. Soli comete um pequeno erro: argumenta que Ernst Zuendel é vítima de uma duplicidade de critérios, por parte do Ocidente, que permite a publicação das caricaturas de Maomé mas não autoriza que se “questione a veracidade do extermínio de 6 milhões de judeus pelos nazis”. E a seguir reproduz a notícia da condenação de Zuendel a cinco anos de prisão. Se o Sr. Soli tivesse lido bem a notícia, percebia que a condenação não foi apenas por negar o Holocausto. Foi também por “incitação ao ódio racial”. Será que o Sr. Soli acha que a Liberdade de Expressão também deve incluir o direito a difundir mensagens de ódio racial ou religioso? Coisas do género “Morte aos muçulmanos”, “Morte aos judeus”, “Morte aos cristãos”? Acha que sim? Ou acha que não?

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Já aqui expliquei que o Sr. Soli recomenda aos seus irmãos muçulmanos da CIW que naveguem na Internet anonimamente, para não serem detectados pelos serviços secretos americanos e israelitas. Para permitir aos meus leitores um melhor juízo do que está em causa neste debate, vou-lhes apresentar o Sr. Soli. É um muçulmano que fala Português mas não é cidadão nacional deste País – que ele classifica, aliás, como uma “república das bananas”. O Sr. Soli tem sérias dúvidas da culpabilidade de Osama Bin Laden no atentado que derrubou as torres gémeas e apoia sem reservas o Hizbullah e o  seu líder, Hassan Nasrallah [5] [um homem que diz não ser possível encontrar, em todo o mundo, “alguém mais cobarde, vil, fraco e débil em matéria de mente e alma, ideologia e religião, do que o judeu]. [Já agora, recorde-se que as emissões da televisão propriedade do Hizbullah, liderado pelo homem que o Sr. Soli tanto admira, foram proibidas, primeiro em França e depois em toda a União Europeia, depois de a Al-Manar acusar as autoridades israelitas de estarem a espalhar a SIDA nos países árabes, na sua emissão de 23 de Novembro de 2004.]O Sr. Soli acha também que a liberdade de expressão nos países ocidentais é uma farsa [6], porque se autorizam cartoons a caricaturar o profeta Maomé e não se permite que se diga que o Holocausto nunca existiu. Presumo que o Sr. Soli aceitará que se façam caricaturas do profeta Maomé, se for tolerada a difusão de teorias negacionistas do Holocausto.

O Sr. Soli diz ainda que José, o homem que casou com Maria, a mãe de Jesus Cristo, é “um caso flagrante de pedofilia, porque quando se casaram ela tinha entre 12 a 14 anos. O Sr. Soli cita a Enciclopédia Católica, como fonte desta informação. Aqui, coloco três hipóteses: o Sr. Soli não sabe Inglês; o Sr. Soli sabe Inglês mas tem dificuldade em raciocinar; o Sr. Soli sabe Inglês mas, de má-fé, citou parcialmente a referida Enciclopédia. Porque o que lá está escrito é que essa informação não surge na Bíblia, mas sim num dos chamados “Evangelhos Apócrifos”, textos que relatam factos alegadamente relacionados com a vida de Cristo, mas que não são aceites como verídicos pelos cristãos, na generalidade e pela Igreja Católica. 

Para terminar esta apresentação, algumas frases deixadas pelo Sr. Soli nas caixas de comentários deste blogue:

– “Seu merdoso maquinazero, quando deixar de ser anónimo ajustarei contas consigo. Entretanto como diz o ditado português “vozes de burro não chegam ao céu”. –

-“Caturo não vivo em Portugal se é o que pensas. Não trocaria a minha terra natal pela tua república de bananas. Vai comendo bananas da Madeira”

“Seu cabeça rapada [Máquina Zero] vê o meu IP e fiques a saber que não sou português e que não pertenço à tua república de banana”-

“Lamento que Mário Lopes julgue o Islão, pela minha resposta deveras justificável a porcos como maquinazero. maquinazero passa a vida a insultar minha fé, e tudo que me é sagrado como muçulmano. Quem não sente não é filho de boa gente, diz o ditado português”

“Cabeça rapada […] os árabes estiveram a governar-vos durante uns 700 anos e não traziam mulheres com eles. Vocês os portugueses são tudo excepto raça pura.”

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Portanto, meu caro Sr. Hamid, o seu irmão de fé, Sr. Soli, não foge ao estereótipo dos muçulmanos que enchem os noticiários da televisão, gritando “Morte ao Papa” porque o Sumo Pontífice citou uma passagem de um texto antigo, com um debate onde um dos intervenientes dizia que o Islão era violento. Ou seja, o Sr. Soli tenta aparentar que é democrata, que não é anti-semita e que não gostaria de ver o Ocidente destruído. E, a seguir, diz que a Democracia, no Ocidente, é uma farsa e um mito, defende neonazis que advogam que Auschwitz é uma fraude montada pelos países vencedores da II Guerra Mundial, e deixa nas entrelinhas a ideia de que poderá concordar com a tese de que foi a Mossad [ou a CIA, ou os membros do “Protocolo dos Sábios do Sião”…] que deitou abaixo o World Trade Center.

E eu pergunto: pode-se estar bem com Deus e com o Diabo? Pode-se elogiar Adolf Hitler e não se ser nazi? Pode-se traduzir, editar e vender na Mesquita de Lisboa obras de David Duke [como faz o editor da Al-Furqán, Yossuf Adamgy] e discordar da afirmação de que não morreram judeus em Auschwitz? Pode-se ser muçulmano, exercer as funções de conselheiro espiritual da Comunidade Islâmica de Lisboa e  manifestar publicamente dúvidas sobre se os judeus serão seres humanos, como o fez o xeque Aminuddin Mohamad? Pode-se glorificar Syed Qtub, o fundador da Irmandade Muçulmana, dizendo que ele foi um mártir [7] e respeitar os artigos 48º a 52º da Constituição da República Portuguesa? Responda quem quiser.

No entanto, gostaria de aproveitar a oportunidade para lhe manifestar a si, Sr. Hamid, o meu apreço e consideração! O senhor é das poucas vozes sensatas que se faz ouvir na Comunidade Islâmica da Web [presumo que isso já lhe deve ter criado muitos inimigos no seio da comunidade muçulmana] e parece-me um homem íntegro, sério e de princípios. O que mais o distingue dos outros membros e participantes é a sua postura contrária [9] ao ódio cego aos judeus [10] que grassa por aquelas páginas. Mas também prezo a sua abertura e disponibilidade para o diálogo com os “kuffār” [كفّار”, em árabe] e para o debate [civilizado, geralmente…] de assuntos polémicos [11] – algo que desagrada profundamente ao administrador do site da Comunidade Islâmica da Web, Eng.º Tayeb Habib, que até já lhe “puxou as orelhas” [12] por causa disso. E garanto-lhe, Sr. Hamid, que não sou paranóico e não sofro de nenhuma doença mental. Também não divulgo “mensagens de carácter racista contra tudo e todos”. Por duas razões. Primeira, porque não sou racista. Segunda, porque divulgar mensagens racistas é um crime e eu não sou criminoso. Mas mesmo que fosse racista e criminoso, aquilo que eu sei de Direito e a experiência que tenho de Tribunais permite-me um grande rigor jurídico nos meus escritos. Não costumo por a pata na poça, como diz o povo.

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Dito o que não sou, deixe-me agora dizer-lhe o que sou. 

Sou português, patriota, nacionalista e europeu. Tenho muito orgulho do legado da minha civilização, a civilização ocidental. Cometemos erros, alguns trágicos – como o Holocausto – mas o balanço geral é positivo. Os países europeus, por exemplo, foram pioneiros na abolição da escravatura. Portugal foi até um dos primeiros a fazê-lo, em 1761. Os últimos países a abolir a escravatura foram a Arábia Saudita [em 1962] e a Mauritânia [em 1980]. A Europa, e o Ocidente de matriz cristã foram e continuam a ser o motor da evolução moral, intelectual, científica, tecnológica, política e social da Humanidade. A civilização árabe, que deu um notável contributo para o desenvolvimento da Filosofia e das Ciências europeias no início da Baixa Idade Média, definhou rapidamente e, a partir do século XVIII, desapareceu, à medida que o fundamentalismo Wahhabita espalhava a sua maléfica influência. Hoje, a medida da impotência e da incapacidade dos países islâmicos resume-se de forma simples, como explica o Dr. Farrukh Saleem, colunista freelancer, paquistanês e muçulmano, residente em Islamabad:

– Cerca de 57 por centos dos 1,4 biliões de muçulmanos são analfabetos, enquanto nos países cristãos esse número não ultrapassa os 22 por cento;

– O Produto Interno Bruto da Alemanha [2,1 triliões de dólares], é superior ao Produto Interno bruto do conjunto dos 57 países islâmicos;

– Nos últimos 105 anos, a população muçulmana, que atinge hoje 1,4 biliões de pessoas obteve TRÊS PRÉMIOS NOBEL [sem contar com os Prémios Nobel da Paz, dois…] enquanto os judeus, que hoje são apenas 15 milhões, conseguiram 167 PRÉMIOS NOBEL;

Sou democrata e abomino qualquer tipo de ditadura. Detesto teocracias assassinas como a do Irão, onde são executadas pessoas de uma forma bárbara e selvagem. Tenho uma especial aversão a regimes como a monarquia fundamentalista da Arábia Saudita. Porque se eu lá for, em turismo ou em trabalho, estou proibido de levar comigo uma Bíblia, o meu Livro Sagrado. Em todos os países ocidentais, todos os muçulmanos podem importar, transportar, possuir, imprimir, vender e oferecer exemplares do seu Livro Sagrado, o Corão. Podem construir mesquitas e ali rezar livremente. Na Arábia Saudita, os cristãos apanhados a rezar dentro das suas próprias casas são imediatamente presos. A sinistra Muttawa [polícia religiosa muçulmana] vigia tudo e todos, inspirando terror até nos residentes estrangeiros. Perante isto, é de uma ironia a roçar o humor negro que tenha sido dado o nome do falecido rei Fahd  à Mesquita de Lisboa, onde largas centenas de muçulmanos se reúnem tranquilamente para orar.

Sou democrata e acredito num Estado de Direito democrático, baseado na soberania popular, no pluralismo de expressão e organização política democráticas. Defendo com unhas e dentes o princípio de que ninguém pode ser privilegiado, beneficiado, prejudicado, privado de qualquer direito ou isento de qualquer dever em razão de ascendência, sexo, raça, língua, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, instrução, situação económica, condição social ou orientação sexual. Acho degradante e lamentável o espectáculo das “bichas loucas”  que participam em “marchas do orgulho gay”, mas respeito o direito dos homossexuais o serem, sem discriminações ou perseguições. É chocante e bárbaro que se executem pessoas adultas por terem relações sexuais, livre e consentidas, como acontece em seis países muçulmanos. Fico perplexo quando me dizem que o Sr. Yossuf Adamgy, uma voz alegadamente moderada no seio da comunidade islâmica, é um intransigente adepto da sharia, a lei islâmica, defendendo, por isso, a pena de morte para os homossexuais, e apoiando a lapidação de uma mulher por esta engravidar e não ser casada.

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Sou católico e, graças a Deus, praticante de uma religião e membro de uma Igreja que soube evoluir, ao longo dos séculos, corrigir erros e pedir desculpa por tê-los cometido. Há muitos anos que, na Europa Ocidental, não se destroem mesquitas nem se perseguem muçulmanos. Antes pelo contrário, dá-se-lhes terrenos para as construírem, como fez a Câmara de Lisboa. As conversões de cristãos ao islamismo, em Portugal, são orgulhosamente anunciadas e publicitadas pela própria comunidade muçulmana, no site da CIW, com fotografias dos convertidos [16]. Sinal de que nenhum cristão que se converta aos ensinamentos de Maomé tem o mínimo receio de ser alvo de ameaças ou perseguições, em Portugal [17] Já os cristãos no Paquistão, por exemplo, vivem mergulhados no terror. São espancados, mortos e tentam convertê-los pela violência. No Afeganistão, Abdul Rahman só escapou à morte porque o seu caso foi divulgado pelos media internacionais e a pressão política levou o presidente afegão a perdoá-lo pelo hediondo crime de ser muçulmano e se ter convertido ao cristianismo. Em relação e tudo isto, não me lembro de ter lido uma palavra de protesto no site da Comunidade Islâmica da Web. Não me recordo de ter visto sinais de indignação vindos do Xeque David Munir. Não li nenhuma entrevista do Dr. Abdul Vakil. O Sr. Yossuf Adamgy não escreveu nenhum dos seus habituais artigos de fundo.

Se houve protestos, não passaram de murmúrios que nem sequer chegaram aos jornais. A comunidade muçulmana portuguesa tem respondido com o silêncio – um silêncio arrepiante e assustador – perante as bárbaras e primitivas manifestações de intolerância religiosa de que são alvo os cristãos que vivem em países de maioria muçulmana. Mas tenham em atenção que o vosso silêncio pode ser interpretado como uma confissão. Quem cala, consente e promove, concorda e estimula. A liberdade de culto não é uma estrada de sentido único. É uma rotunda, por onde se deve poder ir em qualquer direcção. E a tolerância religiosa tem que ser um conceito alargado. Muito mais amplo que as estreitas portas dos fornos crematórios de Auschwitz.

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Links para os comentários da Comunidade Islâmica da Web: 

[1] http://www.myciw.org/

[2] http://www.myciw.org/modules.php?name=Forums&file=viewtopic&p=7957#7957

[3] http://www.myciw.org/modules.php?name=Forums&file=viewtopic&p=7454#7454

[4] http://www.myciw.org/modules.php?name=Forums&file=viewtopic&p=7464#7464

[5] http://www.myciw.org/modules.php?name=Forums&file=viewtopic&p=6836&highlight=#6836

[6] http://www.myciw.org/modules.php?name=Forums&file=viewtopic&p=7721#7721 

[7] http://www.myciw.org/modules.php?name=Forums&file=viewtopic&p=7365

[8]http://www.witness-pioneer.org/vil/Articles/politics/nationalism.htm

[9] http://www.myciw.org/modules.php?name=Forums&file=viewtopic&p=4079&highlight=#4079

[10] http://www.myciw.org/modules.php?name=Forums&file=viewtopic&p=3983#3983

[11] http://www.myciw.org/modules.php?name=Forums&file=viewtopic&p=3573#3573

[12] http://www.myciw.org/modules.php?name=Forums&file=viewtopic&p=3574#3574

[13] http://www.myciw.org/modules.php?name=Forums&file=viewtopic&p=4483#4483

[14] http://www.myciw.org/modules.php?name=Forums&file=viewtopic&p=4081#4081

[15] http://www.myciw.org/modules.php?name=Forums&file=viewtopic&p=4087#4087

[16] http://www.myciw.org/modules.php?name=Forums&file=viewtopic&p=7574#7574

[17] http://www.paroquias.org/noticias.php?n=2693

Basta copiar um endereço da CIW na lista acima reproduzida, abrir uma nova página, no vosso browser, fazer o past e estão no site da CIW. Também podem utilizar um dos “proxies” abaixo indicado

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LISTA DE “FREE PROXIES”

http://freeproxy.ru/en/free_proxy/cgi-proxy.htm 

http://anonymouse.org/anonwww.html 

http://proxify.com/ 

http://www.hiddenvisits.com/ 

http://www.surfeverywhere.com/ 

http://www.fr33proxy.com/ 

http://www.proxy4you.us/ 

http://www.yourproxy.eu/


Cultura segundo os padrões socialistas

03/18/2007

(NOTA: Estes links contêm fotos chocantes, de cariz pornográfico)

Militantes do PSOE, Abnóxio e outros excrementos de aparência humana

O candidato a alcaide socialista de Badajoz, Francisco Muñoz Ramirez, patrocinou a edição de um álbum de fotografias de J.A.M. Montoya onde se retratam figuras religiosas (Cristo, a Virgem Maria, São Roque) com os órgãos genitais e seios à mostra, os homens de pénis erectos, simulando actos sexuais. Trata-se, diz o folheto da exposição, de um fotógrafo de rara sensibilidade. Tudo isto, pago com o dinheiro dos contribuintes. Um pulhazeco que se chamará Ademar Santos, autor do Abnóxio, arrota alarvamente perante tais fotos: “Descobri hoje as imagens de “Sanctorum”, do fotógrafo espanhol José Antonio M.Montoya. Devo a descoberta ao PP. Que deus os abençoe!”