Um assessor de Imprensa com opiniões fortes

12/31/2009

Em Fevereiro de 2006, comentei aqui um texto de um jovem inteligente e precoce, de seu nome Vitório Rosário Cardoso, publicado num bloque (“Portas do Cerco“) que, entretanto, desapareceu. Para minha surpresa, mão amiga deu-me notícia de que o mesmo jovem desempenha, desde Setembro de 2009, as funções de assessor de Imprensa e Comunicação da Embaixada da República Democrática de Timor-Leste em Portugal e adjunto da embaixadora.

Percurso interessante, o deste jovem, que há pouco tempo afirmava que o cônsul Aristides de Sousa Mendes, que “alegadamente ajudou salvar vidas judias durante a II Guerra Mundial (…) pôs exactamente em risco a perenidade de Portugal e a vida de todos os portugueses ao desrespeitar as ordens do Presidente do Conselho e daí a célebre repreensão que António de Oliveira Salazar deu ao diplomata, acção essa que tem sido propositadamente e politicamente mal interpretada e contada pelos políticos de Abril.”

As voltas que o mundo dá! O jovem que manifestava recentemente um entusiasmo estridente por António de Oliveira Salazar, agora é assessor de Imprensa da embaixada de um país estrangeiro—


Diana Andringa vai fazer um novo documentário?

06/29/2008

Este ano, parece que as coisas começaram mais cedo. Espero ansiosamente por um novo documentário da Diana Andringa, sobre conflitos e agressões que nunca existiram e uma série de testemunhas a afirmarem que foi a brutalidade policial que deu origem à situação.


E você, contratava um cozinheiro com SIDA?

11/19/2007

Sim? Ou não? Anda a “esquerdalhada” toda mais o bastonário da Ordem dos Médicos a protestar contra o despedimento do cozinheiro de um hotel que tinha SIDA. O bastonário, já se sabe, acha-se um Estado acima do Estado e até acha que a sua “ordem” está acima da Lei. A Esquerda, os bem-pensantes, os partidários do multiculturalismo e os hipócritas acham muito bem que o hotel mantenha ao seu serviço um cozinheiro com SIDA. Provavelmente, a mesma cambada que saltita agora em defesa do cozinheiro com SIDA nunca mais lá ia comer.


“Ferrado” pelo sistema prisional

02/20/2007

O jornalista-poeta simpatizante da escumalha

Já lá vai bastante tempo. Alguns meses, julgo eu. Um jovem jornalista da SIC, que ainda há-de acabar em poeta, tal o floreado e o maneirismo gongórico que introduz nas suas peças, aborda com frequência temas relacionados com a criminalidade. Numa reportagem sobre um criminoso, já nem me lembro bem a propósito de quê, o jovem Pedro Coelho sai-se com esta frase: “Paulo tinha dezoito anos quando o sistema prisional lhe ferrou o dente pela primeira vez”. Não cito de memória, porque rabisquei esta demonstração de acefalia num papel que agora encontrei, ao mandar um casaco para a lavandaria.

E recordo bem a reacção de um homem de ar simples, botas manchadas de cimento e macacão de ganga, bebericando uma mini na mesa ao lado da minha: “Ferrou-lhe o dente? Olha cum catano! E então o que é o gajo estava a fazer? Estava a dar milho aos pássaros, não”? Ficou-me na recordação a frase. Quanto ao poeta-jornalista, faltou-lhe explicar, na dita reportagem, porque razão o jovem de ascendência caboverdeana foi parar à cadeia. Mas é preciso a gente ter bem presente que isso é secundário. Importante, é construir frases poéticas como aquela e dar uma imagem de desgraçadinho a qualquer facínora que ande por aí a assaltar e agredir pessoas. Não se esqueçam, amiguinhos de que a culpa é sempre da sociedade…