Falta de inteligência

05/30/2008

O Governo de Pequim deu ordem às empresas chinesas para que não vendam pacotes turísticos para França,como retaliação para o facto de meia-duzia de imbecis terem desrespeitado uma regra fundamental da Democracia – manifestarem-se pacificamente e sem violência. É um jogo perigoso e esperava-se um pouco mais de inteligência da parte dos tiranetes que reinam em Zhongnanhai, a Casa Branca lá do sítio.

Se franceses acordarem mal-dispostos e decidirem olhar para as etiquetas dos produtos que lhe enchem as prateleiras dos supermercados, recusando adquirir tudo o que seja “Made in China”, o presidente Hu Jintao fica com 10 ou 15 milhões de desempregados para sustentar, de um dia para o outro.

Mas o nacionalismo chinês, como é próprio das ditaduras, é xenófobo, extremista, racista e politicamente estimulado pelo Governo. Vamos a ver se todos os turistas franceses que decidirem ir a Pequim assistir aos Jogos Olímpicos conseguem sair de lá vivos.


Contra os Ingleses, marchar !!!

08/28/2007

Parafraseando Mark Twain, as notícias sobre a morte deste blogue são manifestamente exageradas. Já aqui expliquei que assumi novas responsabilidades profissionais, que implicaram, inclusivé, mudança de residência. Não blogarei com a mesma regularidade por algum tempo, que espero seja curto, por essas mesmas razões. Mas aproveito uma folga nesses afazeres para colocar aqui algumas observações sobre o caso da criança inglesa desaparecida no Algarve, que tem enchido as páginas dos jornais portugueses e ingleses.  

A pérfida Albion, como lhe chamou o Marquês de Ximenes, em 1793, e que alguns ingénuos apelidam de nosso mais antigo aliado, não mudou. Acho que chegou a altura de explicar aos ingleses, com alguma firmeza, que somos um País soberano. O chorrilho de insultos que a nossa polícia tem recebido, dos jornais ingleses, é mais do que suficiente para que o embaixador britânico seja chamado à presença do ministro dos Negócios Estrangeiros e leve um diplomático puxão de orelhas, exigindo-se ao governo de Sua Majestade que assuma uma posição pública e clara de confiança nas investigações que as autoridades portuguesas têm levado a cabo.  

E acho que cada um de nós, no seu dia-a-dia, sempre que se cruzar com um súbdito britânico que goza o sol e a cerveja deste País tão acolhedor, deverá fazer-lhe ver, com  contudência suficiente para ser convincente, que o território inglês termina no Canal da Mancha. Utilizando, se necessário, alguns argumentos específicos da cultura portuguesa, como a cachaporrada ou uma boa moca de Rio Maior.


Resposta (II): Pobre Miguel Braga!

06/06/2007

Três questões pertinentes

O Stran, meu caro adversário, deu-me uma ajuda e seleccionou aquilo que ele considera serem as três questões mais pertinentes colocadas pelo Miguel Braga.

(Alô? Alô? Miguel Braga? Está lá? Onde anda você, Miguel Braga, que nunca mais deu sinais de vida, depois de eu denunciar a FALSIDADE das suas acusações, neste post: “Resposta (I): Pobre Miguel Braga”? Nunca mais vi rasto de si, por estas bandas… Olhe que eu não mordo…)

Primeira pergunta do Miguel Braga salientada pelo Stran: “Sobre a ligação “implícita” que este site tem com politicas discriminatória e que roçam o racismo e xenofobismo (pelo menos é a imagem que me transparece)?”

Meu caro, tem que ser mais “explícito” sobre essa relação “implícita” entre este blogue e as políticas discriminatórias que roçam o racismo e a xenofobia. Veja este comentário meu, aqui. O que acontece com frequência é que basta um pessoa dizer que a imigração tem que ser controlada (o que acontece em todos os países do mundo) para alguém achar que, implicitamente, se está a defender a expulsão dos imigrantes.

O Stran destaca outra questão do Miguel Braga: “Mas se os basofes, se os emigrantes criminosos lhe merecem tantos reparos, porque é que nunca vi neste site referências aos cabeças rapadas e aos seus crimes???”

Olhe, também nunca viu, aqui, uma palavra em defesa do Mário Machado ou de qualquer comportamento violento, seja de quem for. Também nunca ninguém viu aqui nenhuma palavra a favor da Freira do Bugio. E qual o significado disso? Que eu sou a favor da extinção da Freira do Bugio?

Antes pelo contrário, sempre deixei bem claro que, para mim, acima de tudo, está a Constituição Portuguesa e que, em matéria de agressões e outras atitudes violentas, só receito polícia, lei e tribunais. Mas eu vou fazer uma lista de todas as situações possíveis em que eu tenha que deixar bem expressa a minha posição (desde o que penso sobre as medidas de protecção da Freira do Bugio, até à minha postura quanto ao aquecimento global, passando pela co-incineração – à cautela, não vão acusar-me de defender a utlizaçao de câmaras de gás..)

Agora a sério: ataquem-me por causa daquilo que escrevo, mas não me ataquem por causa daquilo que não escrevo. Isso é absurdo!

Pergunta ainda o Miguel Braga (e considera o Stran uma questão interessante): “Nos sites de “nacionalistas” de cabeça rapada vi desculpabilizações da morte do Alcino Monteiro, alegando que não é crime matar-se “símios”! Acha bem?”

Já vi em alguns sites a defesa do sexo anal entre homens, como sendo algo delicioso e que deve ser praticado regularmente. Será que o Miguel Braga também pensa ( e pratica…) o mesmo?

Voltando às questões sérias, obviamente que não desculpabilizo a morte do Alcindo Monteiro, tal como não desculpabilizo a morte violenta de ninguém! Mas ó Miguel Braga, estamos a falar do meu blogue, do Máquina Zero, e não dos blogues dos outros. Então eu que, post sim, post não deixo bem claro que sou um defensor acérrimo da Democracia, da Constituição, da legalidade democrática, que nunca advoguei, defendi ou estimulei qualque tipo de atitude violenta, agora sou questionado por aquilo que vem escrito noutros sites?

Alguma vez me viu, ó Miguel Braga, usar alguma frase desse género? Então, acusa-me “implictamente” (um novo conceito jurídico, este do crime “implícito…) com base em quê?

Diz o Miguel Braga: “Os emigrantes que cá vivem, tal como os emigrantes portugueses no Estrangeiro, são pessoas que vêm à procura de melhores condições de vida. Não são todos criminosos. Porquê generalizar?”

Mas onde diabo é que eu generalizei? Citem-se lá uma frase minha em que faça uma generalização dessas, partindo de meros critérios raciais. Vou dar-lhe um exemplo! Este post sobre os ciganos: “Ciganos acima da Lei”. O que está lá escrito é racismo? Então um responsável policial diz que tem conhecimento de que determinadas pessoas, de etnia cigana, circulam de carro, em Montemor, sem carta e reconhece que a polícia fecha os olhos, por razões de carácter cultural? Que diabo, ninguém está acima da lei e se as tradições culturais fossem superiores à lei, tínhamos o Serviço Nacional de Saúde a pagar a realização da mutilação genital feminina nas filhas dos imigrantes guineenses – que as mandam para Guiné, para serem “operadas”; quando atingem a idade para isso

Diz ainda o Miguel Braga, sobre o Mário Machado: “Diz-se que foi um dos assasssinos do Alcino. Acha-o pessoa correcta?” Mas isto é espantoso! Nunca, neste blogue, defendi fosse que tipo fosse de violência, muito menos de base racial. Sugiro ao sr. Miguel Braga que faça uma lista mais completa, com todas as dúvidas que tem a meu respeito, que eu respondo, preto no branco (Ooooopppps! Lá me vai ele chamar racista!!!!)

Continua o Miguel Braga: “Acha bem os raides dos cabeças-rapadas aos “pretos”?” Respondo eu: “Não. Acho mal. Acho mal raides sejam de quem for contra seja quem for: amarelos contra azuis, verdes contra vermelhos (a Juve Leo e os Diabos vermelhos, p. exemplo), negros à caça de brancos, como conta o General D, aqui, brancos contra negros, etc, etc.

O Miguel Braga quer saber a razão dos “ataques ao profeta Maomé, chamando-lhe pedófilo, e coisas do género?” Bem, não só casou com uma criança de nove anos, como deixou as fontes de Direito (intocáveis, nas leis islâmicas) que permitem o casamento logo que a criança atinge a pueberdade, que permitem e execução dos homossexuais, apenas por oserem, que permitem o casamento ente homens de 55 anos com crianças de 11 anos. Será que o Miguel Braga está de acordo com estes preceitos legais islâmicos, que têm letra de lei no Irão e no Afeganistão, por exemplo?

Se estar contra isto é ser anti-islâmico, então eu sou. O Miguel Braga não é anti-islâmico porque não está contra a execução de homossexuais? Já agora, não me lembro de ter chamado “pedófilo” ao Profeta Maomé…


Líder da Frente Nacional ficou em prisão preventiva

04/20/2007

Mário Machado suspeito de crime de discriminação racial

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Dos 10 elementos alegadamente conotados com movimentos de extrema-direita, detidos na quarta-feira pela Polícia Judiciária, três ficaram em prisão domiciliária e os restantes seis estão obrigados a apresentações periódicas na PSP. General D (*), o raper de origem moçambicana, autor e intérprete de uma música onde se pode ouvir o refrão “pula (branco) mete nojo” e de “PortuKKKal é um erro”, continua em liberdade.

(*) Excertos da entrevista do General D ao Independente (17/6/94)

“(…) Há muita gente que eu conheço que se reúne para ir atacar os “pulas” (os brancos). É a expressão máxima de um sentimento de revolta que está no interior de muitos negros: os negros sentem-se marginalizados na escola, ao trabalho, na sociedade em geral. (…) Mas a verdade é que os brancos não sabem ao certo porque que os jovens negros atacam ‘pulas ‘ nas ruas ou em estações de comboios; não têm autoridade para falarem no assunto porque não sabem o que é viver num bairro de lata. (…) Eu não sou pelo pacifismo. Só quando houver uma consciência colectiva entre os irmãos africanos é que será possível mudar o estado das coisas. Eu, por mim, tento desmistificar aquilo a que chamo a história branca – a versão branca das coisas. Tento impor um coração negro e reivindicativo, sem problemas de falar. (…) Mas nós temos de sair desta situação passiva em que temos estado e começar a exigir direitos políticos, económicos e sociais que actualmente, para os negros, não têm grande expressão.”