Crianças portuguesas e crianças guineenses

04/21/2009

childbissauVejo, numa peça televisiva entremeada de lágrimas e amor ao próximo, que duas crianças guineenses chegaram a Portugal e estão internadas num hospital, onde vão ser tratadas a problemas cardíacos complicados. Fico satisfeito. Já não há crianças portuguesas com problemas de saúde graves à espera de vaga num hospital. E como todas as crianças portuguesas que precisam de tratamento médico e internamento hospitalar já foram atendidas, podemos ser caritativos e dar uma ajuda às crianças estrangeiras – no caso, guineenses, país independente onde nem sequer há Governo, quanto mais um hospital…


E você, contratava um cozinheiro com SIDA?

11/19/2007

Sim? Ou não? Anda a “esquerdalhada” toda mais o bastonário da Ordem dos Médicos a protestar contra o despedimento do cozinheiro de um hotel que tinha SIDA. O bastonário, já se sabe, acha-se um Estado acima do Estado e até acha que a sua “ordem” está acima da Lei. A Esquerda, os bem-pensantes, os partidários do multiculturalismo e os hipócritas acham muito bem que o hotel mantenha ao seu serviço um cozinheiro com SIDA. Provavelmente, a mesma cambada que saltita agora em defesa do cozinheiro com SIDA nunca mais lá ia comer.


Reflexões em noite de Óscares

02/26/2007

oscar-1.jpg

Hoje, como habitualmente, a Esquerda e o lobby gay do mundo do espectáculo unem-se para premiar certas coisas que o senso comum do cidadão normal abomina. A fim de que o resultado não seja tão escandaloso, alguns filmes e actores com verdadeira qualidade e talento também levam uma estatueta dourada. Al Gore e a sua fitinha de ficção política catastrófica, “An Inconvenient Truth”, vão sair em ombros. Vários premiados e apresentadores dirão as imbecilidades do costume em relação à guerra no Iraque, insultando George Bush. A maricagem prefere sempre ajoelhar e rezar a combater. As Dixie Chicks fizeram escola, nessa matéria.

Algum idiota mais arguto terá palavras de apoio para Barak Obama, o político negro que só os brancos consideram negro. A larga maioria dos negros acha que ele é branco, porque foi criado pela mãe e pelos avós (brancos) depois do pai desaparecer, como é frequente na comunidade negra norte-americana. E a acreditar no Google, têm razão. Uma busca com black+Obama dá 4,2 milhões de referências, enquanto a dupla white+Obama produz 5,3 milhões de resultados. Não tentei o Yahoo, mas presumo que os resultados seriam idênticos.

Por cá, Carmona Rodrigues está pior do que o túnel do Metro no Terreiro do Paço, Correia de Campos fecha urgências hospitalares num dia e abre-as no outro, Marques Mendes parece cada vez mais pequenino, Paulo Portas desliza, na sombra, punhal debaixo da túnica, olhos postos nas costas de Ribeiro e Castro. Britney Spears, a virgem do pop-rock anda mais pedrada que o Eminem nos seus bons tempos de “Eight Mile Road”. A (má) companhia de Paris Hilton atirou a rapariga para as ruas da amargura e fez saltar a tampa aos licitadores do Ebay, que já andam a oferecer milhares de dólares pelos cabelos da menina.

José Mourinho abichou mais um troféu, em jogo que parecia o Fânzeres contra o Arrifanense – tudo à chapada no final. A liga dos primeiros não foge muito à Liga dos Últimos, o meu programa desportivo preferido. Pacheco Pereira dita o fim dos jornais em papel, no Abrupto. Já agora, recomendava-lhe a leitura de “O Ano 2000”, de Herman Khan”, “O choque do futuro” e “A Terceira Onda”, ambos de Alvin Toffler. Tudo gente com mania de prever o futuro, que se espalhou de forma monumental. Nenhum deles imaginou o que seria a febre de lançamento de uma PSP3 ou do seu concorrente, o Wii. Muitas outras coisas que imaginaram não existem, deixaram de fazer sentido ou tornaram-se inúteis, com outros avanços tecnológicos. Acertaram em tantas como números do Euromilhões que eu adivinho, semana após semana.

Em Leiria, trocaram os nomes a dois pacientes e deram como morto um idoso que está vivo, o que pregou um susto (ia dizer de morte, mas é uma redundância…) à família. Cristiano Ronaldo está cada vez melhor, o Carnaval continua a animar (e a matar…) no Brasil, Ramos Horta revela ser masoquista ao candidatar-se à presidência de um agrupamento de tribos primitivas com a mania que é um Estado, xiitas e sunitas matam-se alegremente (e abundantemente) no Iraque, o presidente do Irão, Ahmadinejad, quer acabar o trabalho que Hitler deixou incompleto, o soba do último bantustão à face da terra, Alberto João Jardim, parece cada vez mais alucinado, Helena Roseta, tolinha e bem-intencionada, como sempre, juntou-se a uns totós para se manifestar exigindo habitação para todos (mais um Mercedes descapotável, férias trianuais em Bali e reforma ao 45 anos…).

A OPA da Sonae sobre a PT parece uma telenovela brasileira, enquanto a sua congénere sobre o BPI se assemelha mais àquela versão do Padrinho que metia cardeais, bispos, o Papa e quejandos, enquanto o enfant terrible da nossa política, Marcelo Rebelo de Sousa, se diverte a lançar gasolina na fogueira, ao antecipar decisões do Conselho de Estado. E sabem que mais? O Conselho da Europa acha que o Supremo Tribunal de Justiça errou ao admitir que os castigos corporais são considerados lícitos desde que moderados e com fim educacional. Nada de afinfar uma bolachada no rebento, um carolo no catraio, um tabefe na rapariga ou um estaladão no ganapo. Educar, a partir de agora, só com teoria. E uma boa noite de Óscares para vocês, também.


Casta superior recusa ser controlada

01/06/2007

Bastonário apoia médicos contra controle de entradas

pedro_nunes.gif

Os vinte e três directores de serviço e departamento do Hospital de Pedro Hispano que tanto receiam o sistema de controlo de assiduidade através de impressões digitais fazem-me lembrar aquela muçulmana que entrou no autocarro, em Inglaterra, com um saco de batatas enfiado pela cabeça abaixo e mostrou o passe social ao motorista, recusando-se a destapar a cara para ser identificada. Dizem os senhores chefes, todos médicos, ao que julgo saber (e seres superiores, com mais direitos que todos os outros trabalhadores) que esta forma de controle será “desadequada”. Pois é. Esta forma de controle não permite que nenhum médico assine o ponto em lugar do colega que se baldou, que se atrasou, que ainda está no cafezinho e que está a acabar a consulta na clínica privada onde amealha uns bons cobres. Porque o problema não está em picar o ponto à saída, mas sim à entrada! É tanta a falta de vergonha desta cambada de estetoscópio ao peito e rei na barriga, que o próprio bastonário da Ordem dos Médicos, dr. Pedro Nunes, afirma, ao jornal Expresso de hoje, que “o controle de assiduidade só vai revelar que os médicos trabalham mais do que lhes pagam”. E então? Têm vergonha que isto se saiba? Mas o senhor bastonário acha que todos nós, portugueses, somos estúpidos? Ó senhor doutor, invente outra! Quem não deve, não teme.

E já agora, como explica (de acordo com declarações do Ministro da Saúde ao mesmo Expresso) que a Inspecção-Geral de Saúde NUNCA tenha recebido uma participação por falta injustificada de um médico? Nunca, na história recente deste País, um médico deu uma falta injustificada! Ó raça perfeita, que vós sois! Ó super-homens “nietzschianos”! Ó espécie de arianos da classe trabalhadora! Ó infatigáveis cuidadores da nossa saúde! Ó excepcionais profissionais, santificados sejais! Que se erga, ao lado do Santuário de Fátima, um templo ao vosso sacrifício! Hossana, hossana e aleluia! Milagre, sem dúvida! E paro por aqui, que as lágrimas de comoção me turvam a vista!