As sensações fortes de Ricardo Pais e o efeito pedagógico da Gisberta

12/04/2006

Um autor que é “paneleiro e que foi assasinado com nove marteladas” desperta sensações fortes em Ricardo Pais, encenador teatral e director do Teatro S. João do Porto. Também no Porto (?) o Teatro Viriato procura jovens dos 14 aos 17 anos, para a peça “Auto da Branca de Neve e os seus Machões”. No primeiro caso, Ricardo Pais diz quase tudo. O enredo da peça gira em torno de dois amigos que, além de manterem uma relação homossxual, assaltam um banco. No segundo caso, é um “projecto” da Culturgest, que pretende “por as pessoas a pensar num caso que nos tocou a todos” – a morte de um transsexual e prostituto(a) brasileiro(a) às mãos de um grupo de jovens internados nas Oficinas de S.José, no Porto.

Fico à espera de uma reacção tão sentida, tão marcante, tão permanente no tempo, tão espalhada e que dê origem a tantas iniciativas diferentes, da próxima vez que uma criança for morta por um pedófilo, em Portugal.


EPC, taralhoco e senil

10/23/2006

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Eduardo Prado Coelho, na sua crónica do Público de hoje, escorrega no mesmo lamaçal em que chafurdam os jovens xarrados e as rapariguinhas semi-púberes do Bloco de Esquerda: toma a formiga por elefante e compara Rui Rio a Stalin, ao fazer dos imbecis que ocuparam o Rivoli uns heróis, acusando o presidente da Câmara do Porto de ter “utilizado toda a panóplia dos métodos estalinistas”. EPC (a sequência fonética destas iniciais dizem tudo sobre o rotundo personagem..) perde as estribeiras e grita, pacóvio e tonitruante, “Vem aí o stalinismo!” como fazem os pataratas do PC (sem E…), ladrando “Vem aí o fascismo!” mal o Governo promulga um decreto-lei.

Fosse mais novo, diria que a ganza e as vibrações dos djambés lhe produziam dano irreparável nos neurónios. Com esta idade e gordura, parece-me que é apenas arteriosclerose. E olhe, ó EPC: é pena que Rui Rio não tenha, de facto, utilizado alguns métodos mais duros, como cachaporrada no lombo e pontapé nos dentes dos subsidiodependentes que violaram a lei. Métodos estalinistas, ó (E)PC, era se lhes tivesse amarrado as mãos e os atirasse ao rio. Douro, claro. Isso sim, eram métodos estalinistas!