Ana Gomes confirma: OVNIS aterraram nas Lajes

01/05/2007

Deputada diz ter fotos de “homens esverdeados com tentáculos azuis”

ana-gomes.gif  rosewllanagomes.gif

A eurodeputada socialista Ana Gomes afirmou ter contactado com pessoas da ilha Terceira que asseguram ter assistido a “coisas estranhas” na Base das Lajes, que parecem confirmar a passagem de OVNIS pelos Açores, com presumíveis extra-terrestres, que seriam transportados para centros secretos dos Illuminati, na Europa. “Houve contactos com outras pessoas da ilha que confirmaram relatos sobre coisas estranhas que se passaram na base, nomeadamente a transferência de pessoas com a pele verde e tentáculos azuis no topo do crâneo, que confirmam os elementos que possuímos”, adiantou a deputada europeia, que ontem terminou uma visita de dois dias ao arquipélago a convite da União dos Observadores de Ovnis de Angra do Heroísmo. Ana Gomes destacou, no final da visita a “as tremendas falhas dos serviços de controlo e fiscalização”, uma situação que considerou poder permitir “tudo, no que toca à transferência de extra-terrestres sonegados a um processo de inspecção sanitária e sem passaporte inter-galáctico, algo em tudo semelhante ao que se passou em Roswell”.


Sofocleto, um animal das cidades

09/27/2006

O medo é o grande impulsionador das teorias da conspiração. É muito mais fácil combater George Bush que Bin Laden. O primeiro tem que se submeter ao Senado e ao Congresso norte-americanos, acatar decisões dos tribunais e, de certeza absoluta, não vai exercer um novo mandato presidencial nos EUA. Porque a Constituição americana o proíbe. Já Bin Laden não se sujeita a nenhum escrutínio, a nenhum poder. Os seus apaniguados cortam gargantas a sangue-frio, filmam e colocam esses vídeos na Internet.

Ao pretender que a Al-Qaeda não existe, per si, mas é uma simples criação dos serviços secretos americanos e israelitas, os conspiracionistas transferem o medo de um inimigo implacável e, aparentemente indestrutível, para um adversário caseiro e, mais importante que tudo, facilmente removível através de simples eleições. Esta tese da inexistência do terrorismo de inspiração islâmica é o máximo denominador comum dos conspiracionistas actuais, determinados em provar que Bush deitou abaixo as Torres Gémeas para culpar os muçulmanos.

Dentro deste enorme “saco de gatos”, cabem depois inúmeras variantes de método, forma e objectivo. As mais comuns têm a ver com a perfídia dos judeus, apostados em conquistar o mundo e com o ódio da Esquerda ao país que simboliza a destruição do Comunismo. Temos, assim, uma das mais estranhas alianças de sempre: fanáticos religiosos e militantes ateus, lado a lado, clamando pela destruição das mais sólidas, antigas e eficazes democracias ocidentais, os Estados Unidos e a Inglaterra.

A rejeição da verdadeira identidade do inimigo permite também que o bom conspiracionista recuse o conflito. Dá-lhe o mais sólido dos argumentos, o pilar da sua tese de não-combatente, a razão última para que procure o diálogo com o terrorismo (vide Mário Soares e a dúbia posição de Ana Gomes). E essa razão, assente na cobardia, procura o diálogo acima de tudo, a paz seja a que preço for, a negociação custe o que custar. Como bem dizia uma leitora deste blogue, em comentário colocado aqui, esta gente quer “democracia mesmo que de pernas bambas”.

A existência de vozes discordantes e o seu direito a expressarem-se é algo de essencial a qualquer Democracia. Por isso, temos gente como o Sofocleto, que se desdobra por vários blogues, com especial empenho no conspiracionista Um Homem das Cidades. Trata-se de um caso típico daquilo que designo por “eurofagia” – desiquilíbrio mental e emocional específico dos cidadãos europeus, que se caracteriza pela aversão profunda a todas as instituições e normas que lhe garantem os seus direitos fundamentais, lado a lado com um ódio paranóico contra os Estados Unidos, a quem consideram como a fonte de todo o Mal no mundo.

Normalmente, surgem associados a este tipo de desiquilíbrio mental outras manifestações comportamentais. Uma das mais comuns é uma incontrolável propensão para o insulto, sempre que se deparam com a mínima contrariedade ou discordância em relação às suas teses.